Bastidores

O meta blog do Manual do Usuário

As (muitas) maneiras de acompanhar o Manual do Usuário

18/1/2023

Quando decidi sair do Twitter, fiquei pensando nos 16 mil perfis que seguem o do Manual lá. Ainda que apenas uma fração desses esteja ativa e que o Twitter nem seja uma grande fonte de acessos (mais sobre isso no final deste post), estava prestes a criar um fosso entre quem usa o Twitter e acompanha o site por lá.

A saída que encontrei, um meio termo que me permitisse largar o Twitter sem alienar completamente os seguidores do Manual, foi programar a publicação automática no Twitter dos links de novos posts publicados.

Nessa fase, pensei também nas muitas maneiras que alguém tem de acompanhar o Manual — além de acessar diretamente o site (super válido) e do RSS (adoro).

Fiz um esforço, durante o recesso do fim de 2022, para ampliar os nossos canais de distribuição. Cheguei a oito canais, fora os já citados (acesso direto e RSS), o que é bastante coisa para uma operação tão pequena.

Já tínhamos três:

Fazia algum tempo já que alimentava uma página própria no LinkedIn. Apesar da toxicidade do ambiente, o algoritmo ainda não é tão draconiano e meu perfil pessoal costuma emplacar alguns virais. Tenho aproveitado isso para divulgar o Manual por aquelas bandas.

No mesmo espírito de buscar ambientes mais saudáveis, tirei a poeira de um velho blog que tinha no Tumblr e, desde então, venho usando ele como uma espécie de versão mais visual do Manual, com imagens futuristas, de gadgets e tecnologia retrô.

Por fim, dediquei algum tempo a aplicativos focados em notícias/links:

Ah, e tem o canal no YouTube, que não era bem um canal de distribuição até agora — era um espaço para conteúdo original em vídeo. Com o experimento dos “cortes” do Guia Prático, virou de distribuição também.

Dez canais (contando o RSS e o Twitter e descontando o site, que pode ser considerado a fonte a ser distribuída) é bastante coisa para uma operação enxuta, para uma pessoa só alimentar. Porém:

Sobram, assim, três para lidar no dia a dia: LinkedIn, Mastodon e Telegram. O conteúdo deles é, em geral, o mesmo, então meu trabalho não é triplicado — crio o texto uma vez no primeiro, replico e adapto o conteúdo aos outros dois.

Não é um trabalho digno de ganhar prêmios nem de viralizar o tempo todo, mas… né, preguiça. Por não ter tempo, é o que dá para fazer e acho que, se não é algo que se destaca, pelo menos não faz feio. É o máximo que posso me comprometer com plataformas de terceiros, porque o foco sempre foi e sempre será nas nossas — no site, na newsletter.

Com tantos canais/maneiras de acompanhar o Manual concomitantes, tive que bolar um jeito de incluir todos eles no leiaute. Na capa, logo após o primeiro post, tem um bloco com o formulário de inscrição da newsletter e links para esses canais (exceto o Twitter e YouTube):

Print do bloco de redes/canais de distribuição na capa do site do Manual do Usuário.

E na página “acompanhe”, que facilita o encaminhamento de leitores interessados em acompanhar o Manual, há uma lista de todos eles.

***

Ok, mas e o Twitter? No momento em que escrevo isto, o perfil do Manual tem 16.108 seguidores. É, de longe, o canal social/de distribuição mais popular que temos. (O segundo colocado é o YouTube, com ~6,1 mil, seguido da newsletter, com 6 mil.)

Trazer as pessoas ao site não é exatamente um objetivo meu. O Manual é uma publicação de tecnologia, logo o meio de distribuir essa publicação é menos relevante do que dialogar de fato com quem se interessa pelo que publico. Claro, priorizo o site e outras plataformas próprias, como a newsletter, mas fico contente em ser lido/visto/ouvido em outros domínios também.

Nesse sentido o Twitter faz falta, ainda que aquele número de seguidores passe uma impressão meio deturpada do verdadeiro alcance das mensagens publicadas ali.

Musk que fez um favor quando passou a divulgar o alcance dos posts publicamente. (Dava para ver antes, mas o atrito de acessar o analytics era tamanho que raramente o abria.)

Você mesmo pode conferir, indo ao perfil: a maioria dos posts não passa de 1 mil visualizações. Mesmo um que repercute muito bem, caso deste, não alcança a metade do número de seguidores que temos no Twitter e fica aquém da taxa média de abertura da newsletter, por exemplo.

No papel de gerador de tráfego para o site, o Twitter se destaca. No segundo semestre de 2022, ele foi a segunda maior fonte de acessos, com 31 mil visitas originadas ali.

É preciso colocar esse número em contexto: